Google+

Como escrever bons artigos sem pecar na gramática

2 Comentários »

Transmitir de forma clara uma idéia nem sempre é fácil, poucos autores dominam a técnica e a maioria esmagadora deixa escapar erros, uns não tão notáveis, outros notáveis demais.

Pensando nisso resolvemos explicar alguns conceitos e dar algumas dicas sobre como evitar alguns erros clássicos ou – pior ainda – pecar por excesso.

Imagine se ao ler um artigo você depara com a seguinte formação textual

“Morreu nesta quarta-feira, dia 05/10/2010, com 56 anos de idade, o empresário Steven Paul Jobs, que criou os produtos da Apple, a maior empresa de capital aberto do mundo, e também era proprietário do estúdio de animação Pixar, além de ter sido pai de produtos como o Macintosh, do iPod, do iPhone e também do iPad.”

Lendo rapidamente é difícil perceber algo errado, porém o mesmo não acontece após uma leitura mais pausada.

Observa-se que o autor do trecho exagerou nas citações, especialmente no que se refere ao tema principal da notícia: Steve Jobs.

Agora veja o mesmo texto mais coeso

Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. “Texto publicado no G1, em 06/10/2010″

Basicamente os dois textos trazem a mesma informação, mas no segundo exemplo o autor foi mais claro, objetivo e soube usar um recurso chamado ELIPSE.

Veja que o autor colocou “quarta-feira (5)” porque se o leitor quiser descobrir a data da publicação ele verá no cabeçalho da página, então é desnecessário citar a data por extenso.

Veja outro exemplo:

“As revendedoras de veículos não estão equipando mais os veículos para vendê-los por um preço mais caro porque elas sabem que quando o cliente vai comprar um veículo  tiver que pagar mais caro por isto, os clientes saem da revendedora sem comprar.”

Aplicando elipse, teremos:

“As revendedoras de veículos não estão equipando-os antes de vendê-los pois sabem que se o cliente tiver que pagar mais caro sairá da loja sem comprar”

No caso ganhamos uma linha e economizamos muitos caracteres e transmitimos a mesma informação.

Outra técnica bacana é a METONÍMIA, que significa usar uma parte para explicar o todo, veja um exemplo da técnica.

“Apesar de não ter apoio do próprio presidente, os EUA foram os primeiros a aplicarem o projeto SOPA/PIPA, bloqueado o acesso ao site Megaupload, mas em se tratando do Brasil, o Planalto não se manifestou”

No exemplo vemos vários exemplos de METONÍMIA, como: EUA para representar os estados americanos e Planalto para representar o governo brasileiro.

Vale dizer que o mesmo sentido não se aplica na palavra Brasil no mesmo contexto, pois ele simplesmente cita o nome de um país (substantivo próprio), porém EUA representa um todo, os Estados Unidos da América (um conjunto de estados independentes sob certos aspectos).

Outro exemplo: “Os cítricos são excelentes fontes de vitamina C”

Na frase usamos a palavra “cítricos” para representar todas as frutas que fazem parte da família cítrica (laranja, limão, etc).

Quer mais um exemplo? “Adoro ler Machado de Assis” -> esta é clássica pois ninguém lê o autor, mas a sua obra.

Outra dica: Fuja do “mesmo” e “referido”, ex:

“O cliente levou o notebook para o conserto e o técnico detectou que o mesmo não tinha lacre e informou o referido”

Fuja de palavras complicadas, simplifique ao máximo, seja claro e objetivo.

“A GPF é uma falha típica do sistema Windows”, o que é GPF? É de comer? De beber? Se não sabe sabe o significado pergunte pro Google, não deixe o leitor “boiando”.

O texto acima deveria ser escrito assim: “A GPF (General Protection Fail ou Falha Geral de Proteção) é uma falha típica do sistema Windows”, assim você explica na tradução o termo que você usou no texto.

Cuidado com os exageros e as redundâncias,ex: “O texto foi escrito com letras muito grandes”, se é grande já é muito…

JAMAIS escreva em caixa alta (TUDO EM MAIÚSCULAS) pois isso denota (transmite a idéia) de grito (berro), veja um exemplo de mudança de sentido num texto com e sem caixa alta.

DIEGO, ME EMPRESTA SEU IPOD? Sua irmã está gritando, literalmente: “Porra, me empresta o iPod, cacete!”

Diego, me empresta seu iPod? Pediu com educação, então pode empresta-lo.

Não sabe como escrever? Faça uma equivalência, ou seja, troque por outra palavra ou até altere a frase, se for preciso.

Avalie o texto a seguir:

“Os hackers têm monetizado o software, redirecionando o acesso para páginas de anúncios.”

têm tem acento ou não?

monetizado é com “z” ou “s”?

Na dúvida, escreva: “Os hackers pagam o aplicativo redirecionando o acesso para as páginas de anúncios”, embora não exista o termo “monetisado” mas esse tipo de dúvida é muito comum e o “têm” é com acento pois usa-se o acento quando o sujeito (hackers) está no plural e sem acento quando no singular.

“Os hackers têm monetizado o software, redirecionando o acesso para páginas de anúncios.” //plural

“Um hacker tem monetizado o software, redirecionando o acesso para páginas de anúncios.” //singular

Por enquanto é só, pessoal!

Analista de Sistemas e Suporte Técnico TI - Pós graduando em Metodologia do Ensino Superior - Fã de tecnologia, sistemas operacionais (Windows e Linux), Quase-Programador Delphi, Aspirante em SEO, Blogueiro e ativo nas redes sociais Google+, Twitter, Facebook e Proprietário e Administrador do ClubedoCHA. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2399116495344293

2 Comentários »
  • http://www.udglinux.com/ Caio Ribeiro Pereira

    Muito top essa dica!! parabéns!

  • veiadigital

    a idéia é essa mesmo, mostrar como um texto pode ser melhorado… obrigado por participar.